Sempre fui cachorreira de carteirinha, mas quando casei, fui morar em apartamento e os cachorros nunca mais. Gostava de gatos também, mas não da mesma maneira.
Há um pouco mais de dois anos, meu namorado deu uma gata para o filho, a mãe do menino não gostou e pediu que o pai ficasse com ela (a gata) e assim o filho a veria nos finais de semana.
Ele morava numa casa pequena e não tinha condições de cuidar dela como deveria, então pensou em doar, mas o filho não aceitou. Depois de muita conversa eu fui escolhida, o menino disse que só daria a gata se fosse para mim.
Já conhecia a bichana, uma tricolor, um amor, mas pedi um mês de teste, se eu não me adaptasse, ela iria embora.
No final da primeira semana já estava apaixonada por ela, que é muito carinhosa e linda, a Bela. Depois que se tem um gato, para ter mais é "facinho". Fiquei um ano só com ela, mas aí, num dia de churrasco na casa do meu sogro, achei um gatinho, todo preto e de olhos verdes, não deu outra, adotei, o Bili. Se passaram uns 2 meses e uma amiga me ofereceu outro gatinho, todo cinza de olhos verdes, aí né... adotei, o Dimi.
Só que nem tudo acontece como a gente espera, uns dois meses depois eu rompi com esse namorado e o desespero bateu, achei que não conseguiria cuidar dos três sozinha. Claro que aí, minha santa irmã disse que cuidava deles para mim, se a mãe topasse e ele topou. Levei o Bili e o Dimi para a casa delas. Passaram seis meses, já refeita da separação e eu comecei a sentir a Bela solitária, tratei de encontrar outro gatinho, aí veio um sialata de olhos azuis, o Dobi.
Com o tempo vou contar as proesas desse meu balaio de gatos.
Beijos e tchau...

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